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Julho 2016

A beleza da misericórdia

Editorial

Ir. Lauro Daros, marista

Na mensagem “Comunicação e misericórdia”, o papa Francisco comunica a beleza da misericórdia, pois é divina. “Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveriam poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.”

Dois relatos sobre ser o “Rosto misericordioso do Pai” denunciam o quanto ainda a sociedade está longe de ser o Rosto do Pai. Irmã Maria Helena Morra, com o texto “O rosto da misericórdia”, traz a emblemática história de Nora, traficada para fins de exploração sexual aos 13 anos, permanecendo no confinamento por vinte anos. Irmã Roselei Bertoldo, no texto “Viver a misericórdia na acolhida às mulheres vítimas da violência do tráfico de pessoas”, fala de três rostos concretos: Nara, Sílvia e Lia, vítimas do tráfico humano no contexto amazônico.

Pe. Francesco Sorrentino apresenta um belo texto sobre Dom Luciano, nos dez anos de seu falecimento, em que o descreve como um homem a caminho dos altares, um religioso exemplar, “pérola preciosa”. Declara o autor: “o presente artigo retoma alguns traços do testemunho de Dom Luciano Mendes de Almeida (1930-2006), jesuíta, servo dos pobres, a caminho para a beatificação e canonização”.

Irmã Eurides oferece informes sobre o II Encontro de Coordenação da Rede Internacional da Vida Consagrada contra o tráfico de seres humanos, Talitha Kum, que aconteceu em Roma, de 25 a 31 de janeiro de 2016. Do Encontro, saiu esta Declaração: “Nós, membros da Talitha Kum, a Rede Mundial da Vida Consagrada contra o tráfico de pessoas, denunciamos o crime do tráfico de pessoas, que consideramos uma grave ofensa contra a dignidade humana e uma séria violação dos direitos humanos”.

Irmã Vanézia informa a Mensagem do 3o Encontro Nacional das Novas Gerações, realizado em Brasília – DF, de 6 a 9 de fevereiro de 2016. A Mensagem inicia-se nestes termos: “Queremos sair da indiferença que nos faz invisíveis às necessidades dos outros”. E termina assim: “Somos Novas Gerações que se põem a caminho e voltam às suas realidades tocadas e tocados pela energia do bem e a chama da esperança”.

Pe. Abimael escreve sobre o essencial do Ano da Vida Consagrada, com o texto “A Vida Religiosa Consagrada ao final de um Ano da Vida Consagrada”. “Quando se tem muito, eleger o que é essencial não é fácil. Requer tempo e muita atenção. A nós religiosos isso se chama discernimento à luz do Espírito de Deus. Portanto, a alegria não é uma magia, é uma opção de quem resolve eleger o essencial para guardá-lo, vivê-lo e anunciá-lo. Que o Ano da Vida Religiosa Consagrada nos tenha ajudado a isto, a eleger o essencial.”

Pe. Luís Corrêa Lima publica um texto inédito para a Convergência, ao desenvolver o tema “Os LGBT e os desafios da evangelização”. Ele afirma que: “A solicitude pastoral da Igreja também deve contemplar os LGBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Um dos sinais mais notáveis do mundo atual é a visibilização desta população. (…) Tal visibilização também manifesta os problemas que os afligem. Há uma forte aversão a homossexuais: a homofobia; e a travestis e transexuais: a transfobia. Esta aversão produz diversas formas de violência física, verbal e simbólica contra estas pessoas”.

Pe. José Carlos, em notável texto poético, mescla o Ano da Misericórdia e a Laudato Si’, o cuidado da casa comum. Expressa: “… quem não enxerga a beleza da criação de Deus, dificilmente a respeitará e tampouco agirá com misericórdia e compaixão, e, portanto, não irá cuidar dessa criação, pois se torna um ser indiferente e, portanto, insensível”.

“Recriar com amor a Vida Consagrada Apostólica: um caminho de discernimento e audácia” é o terceiro texto do Pe. Vinícius. O primeiro foi publicado em novembro de 2015, com o título “Um olhar sobre a Vida Consagrada Apostólica: nas trilhas do Vaticano II e do papa Francisco”. O segundo está na Revista de janeiro/fevereiro de 2016, com o nome “Redescobrir-se com fé: um apelo à Vida Consagrada Apostólica”. Neste terceiro texto, o autor diz que, “em meio aos avanços e retrocessos, às preocupações e tentativas que delineiam o momento presente da Vida Consagrada Apostólica (VCA), é possível divisar horizontes e desafios que a convocam a criar ou a recriar condições de efetivação e aprimoramento de seu núcleo identitário”.

Pe. Tomaz Hughes, da Equipe Interdisciplinar da CRB, analisa o Vaticano II e as suas consequências transformadoras na Igreja e na VRC. Opina o autor que “poucos previam a enorme transformação que ocorreria com a rapidez de um tsunami na Vida Religiosa Consagrada (VRC)”.

Pe. Rafael Lopez, também da Equipe Interdisciplinar da CRB, aborda a espiritualidade a partir da Laudato Si’. Ele explica: “Este artigo tem como finalidade provocar uma reflexão de princípios, valores e atitudes integradas à espiritualidade, a partir da Encíclica Laudato Si’ do papa Francisco. Na realidade atual, a Vida Religiosa Consagrada é chamada a desenvolver uma espiritualidade comprometida com o ecossistema, que integre a relação da humanidade com a natureza. Em outras palavras, a vida humana necessita estar norteada por uma espiritualidade que garanta o equilíbrio ecológico do universo”.

Os irmãos Marcelo Cesar e Marcos Antônio, lassalistas, discorrem sobre a “Vida Consagrada e o Ano da Misericórdia”. Para eles, “o Jubileu é tempo favorável para nos voltarmos para Deus de todo o coração, para louvar e agradecer com júbilo pelas graças recebidas; é também tempo conveniente para acolher graças especiais de Deus, através do serviço da Igreja, e para buscar mais intensamente o encontro com ele e com os irmãos e irmãs”.

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Revista da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB)

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