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Abril 2017

Arena do Grêmio respira ares de inclusão ao sediar Copa dos Refugiados

A Arena do Grêmio não é mais a mesma. Após respirar ares solidariedade e abertura à diferença, ao sediar a Primeira Copa dos Refugiados 2017, no último domingo, se torna a Arena da Inclusão. Lá dentro, o futebol quebrou barreiras que só o rolar da bola sabe driblar.

Negros, brancos, brasileiros e estrangeiros, homens, mulheres, crianças. Português, francês e creóle:  uma Arena de inclusão. O ingresso? Um quilo de alimentos que foram destinados à Paróquia Nossa Senhora da Pompéia, no bairro Floresta, de Porto Alegre, que acolhe Refugiados.

“É uma honra e uma alegria para o Grêmio poder receber pela primeira vez no Estado, um evento que une o futebol a uma causa tão nobre quanto esta, numa clara demonstração sobre a força e a importância que o esporte tem, quando aliado a questões de cunho social”, disse o  vice-presidente do Conselho de Administração do Grêmio, Duda Kroeff,   que representou time tricolor no evento, juntamente com a presidente do Instituto Geração Tricolor (IGT), Luciana Kroeff.

O evento foi criado há três anos pela ONG África do Coração com um objetivo bem claro de dar visibilidade ao tema dos imigrantes e Refugiados, favorecer a inclusão e eliminar a falta de informação preconceitos e xenofobia. O projeto pretende, ainda, ir para além do futebol, promovendo ações que contemplem as mulheres e crianças.

“O Brasil abre suas portas, mas, muitas vezes, fecha janelas, e a copa quer mostrar que não é só na Europa que existem refugiados. Aqui também, e eles precisam de ajuda. Queremos mostrar que refugiados não são criminosos, não deixaram seus países porque cometeram crimes, deixaram para fugir de problemas, de guerras”, afirmou um dos técnicos do projeto, o sírio, natural de Aleppo, Abdulbaset Jarour. Jarour veio para o Brasil no período da Copa 2014 e permaneceu por aqui.

Os senegaleses, de Caxias do Sul levaram o prêmio, seguidos da Colômbia, que celebrou o vice-campeonato.

A Companhia de Jesus, por meio da Associação Antônio Vieira é uma das organizadoras da Copa dos Refugiados. “O esporte é integração e a ideia desse primeiro torneio no Rio Grande do Sul é promover o encontro das várias etnias e nacionalidades que formam a sociedade gaúcha”, disse a coordenadora do Programa Brasileiro de Reassentamento Solidário de Refugiados, Karin Kaid Wapechowski.

Além da ASAV, a Associação Buriti de Arte, Cultura e Esporte (ABACE), criada pelo humorista Fábio Porchat, Arena do Grêmio, Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Prefeitura de Porto Alegre, entre outras entidades e organizações da sociedade civil, patrocinaram o evento.

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Revista Esperança

Publicação semestral da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo (Scalabrinianas) - BR

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