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Agosto 2017

A Reforma de Lutero: uma releitura ecumenica

A Reforma de Lutero configurou novos modos de ser cristão e ser Igreja com implicações para todo o cristianismo. Isso requer uma hermenêutica ecumênica da Reforma, o que aqui se faz analisando as relações entre as igrejas católica e luterana. O objetivo é compreender o que da Reforma pode ser hoje recebido pelas duas tradições eclesiais, na especificidade de cada uma. Os resultados apresentam católicos e luteranos como coherdeiros da Reforma de Lutero naquilo que mantém a Igreja fiel à sua origem, Cristo, partilhando a fé comum e testemunhando o Evangelho no mundo.

Às vésperas do quinto centenário da Reforma de Martinho Lutero e seus seguidores no século XVI, é importante fazer uma releitura dos fatos ocorridos, suas motivações e desdobramentos na história, atualizando o seu significado no atual contexto marcado por três principais fatores: a realidade sócio-cultural globalizada, a realidade religiosa plural e o diálogo ecumênico realizado nos últimos 50 anos.
Esses elementos possibilitam reler hoje a Reforma aprofundando as suas razões históricas no passado, o que as mantém no presente, e o seu significado para o futuro do cristianismo. Várias questões orientam esta reflexão: foi a Reforma expressão de algo negativo na Igreja, ou um fato positivo como fidelidade ao Evangelho? Foi ela um desvirtuamento da vontade de Cristo para a Igreja, ou realização dessa vontade e, portanto, um acontecimento salvífico? As divisões que ocorreram a partir da Reforma indicam o fim da unidade da Igreja ou, antes, o início de outras formas legítimas de ser Igreja? Essas divisões são definitivas ou apenas “evidência de uma falha temporária da Igreja”?
Enfim, buscando o significado atual da Reforma é preciso perguntar, também, qual é o nível da ruptura e do vínculo que permanece entre as igrejas protestantes e a tradição católica romana.
Ciente de que a resposta a essas questões não se darão num só fôlego, não pretendemos tratar aqui de todos os temas relativos à Reforma ou da própria Reforma no seu conjunto.
A nossa releitura da Reforma concentra-se na relação entre as tradições católica e luterana. Essa delimitação tem duas principais razões: conduz à fonte primeira da Reforma, o pensamento de Martinho Lutero; e, considerando que a Reforma não é uma realidade unívoca, a delimitação favorece a objetividade do estudo que realizamos.
Esperamos explicitar elementos da Reforma que podem ser acolhidos por todos em nosso tempo, como também os elementos que exigem a continuidade do diálogo que visa estabelecer consensos na fé entre as igrejas católica e luterana.

A Reforma de Lutero: uma releitura ecumenica

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